Indea suspende experimento após alerta sobre disseminação da ferrugem asiática

Indea suspende experimento após alerta sobre disseminação da ferrugem asiática

O Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea) comunicou nesta sexta-feira (31), por meio de nota, que acatou recomendação do Ministério Público (MPE) para suspender experimento ligado à plantação de soja no mês de fevereiro. Segundo informado, havia risco de disseminação da praga conhecida como ferrugem asiática.

Recomendação era assinada pelos promotores de Justiça Ana Peterlini e Joelson de Campos Maciel. Conforme informado, o Indea e a Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja) firmaram acordo perante uma câmara de mediação, conciliação e arbitragem para realização de um experimento chamado “Análise comparativa da severidade foliar da ferrugem na safra 2019/2020”.
 
O objetivo do experimento é “demonstrar e divulgar tecnologia que garanta a sustentabilidade econômica da cultura de soja semeada em fevereiro, como uma opção para a produção complementar de sementes”.

A pesquisa ocorria, conforme acordo, em 30 áreas de 50 hectares cada, que deverão ser semeadas na primeira quinzena de fevereiro.  Segundo o Ministério Público, a realização da pesquisa tem gerado preocupação no meio produtivo, pois há grave risco de disseminação da ferrugem asiática, considerada a pior cultura praga da cultura de soja.
 
Ainda segundo o MPE, a principal estratégia para combater a praga é o vazio sanitário, um período obrigatório de ausência total de plantas vivas de soja. O objetivo é reduzir a sobrevivência do fungo causador da ferrugem. O calendário do plantio foi estabelecido apenas entre os dias 16 de setembro e 31 de dezembro.

O acordo entra o Indea e a Aprosoja seria ilegal, trazendo riscos ao meio ambiente, caso efetivado.  Além de notificar os presidentes da entidades envolvidas no acordo, a recomendação também foi expedida à Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (SEDEC).

 

Autor(a): Arthur Santos da Silva Foto: Reprodução

Fonte: olharjuridico