Hospital vai indenizar paciente de MT por bisturi deixado em corpo

Hospital vai indenizar paciente de MT por bisturi deixado em corpo
O Hospital Dr Muricy Ltda, localizado em Curitiba (PR), foi condenado a pagar indenização de R$ 17 mil por danos morais e estéticos a uma moradora de Rondonópolis (a 212 km de Cuiabá), que teve um bisturi esquecido na perna esquerda em 2010, durante uma cirurgia de varizes.
 
A decisão é da 4ª Câmara de Direito Privado de Mato Grosso, que não acolheu, por unanimidade, o recurso interposto pela unidade hospitalar e manteve a condenação.
  
De acordo com o processo, a vítima propôs a ação de indenização contra o hospital e o médico após constatar falha na prestação do serviço de cirurgia de varizes.
 
A mulher foi liberada após 24h de internação e retornou, com 7 dias, ao consultório médico para consulta pós-operatória.
 
Nesta consulta, realizou o procedimento denominado “secagem” das varizes, ocasião em que alertou o médico que na perna esquerda havia um ponto inflamado e escuro. O profissional teria dito que o aspecto era normal e, com o tempo, desapareceria.
 
Todavia, a vítima afirmou que passado algum tempo não houve melhora e o ponto inflamado evoluiu para massa endurecida.
 
Depois de se consultar com outro especialista, contatou-se que o ponto inflamado se tratava de uma haste de bisturi que havia sido esquecida dentro de sua perna durante o procedimento cirúrgico.
 
No decorrer da ação, a autora entabulou acordo, homologado em juízo, com o médico que realizou a cirurgia.
 
Apesar disso, a ação seguiu seu curso e sagrou o hospital co-responsável pelo erro médico - condenando-o ao pagamento do montante de R$17 mil por danos morais e estéticos.
 
A empresa não concordou com a decisão e recorreu ao segundo grau de jurisdição. Mas por unanimidade foi negado o recurso e mantida a decisão do juiz.
 
"Conclui-se, portanto, que o hospital requerido, até mesmo porque tem o dever de garantir a integridade física e mental do paciente, bem como dispor de recursos compatíveis com o objetivo da internação, responde objetivamente pelos danos sofridos por seus pacientes. Isso significa que, uma vez demonstrado o nexo causal entre a conduta do agente, no caso tanto do médico quanto da equipe de enfermagem, e o dano, surge o dever de indenizar”, reiterou o relator, desembargador Guiomar Teodoro Borges em seu voto.
 

Autor(a): DA REDAÇÃO

Fonte: Midia News