Mulher mata o marido com tiro na cabeça, simula que foi suicídio e acaba presa

Mulher mata o marido com tiro na cabeça, simula que foi suicídio e acaba presa

Meire Coelho dos Santos, 41, foi presa pela Polícia Civil nesta terça-feira (13), apontada como a autora da morte do ex-marido, Sérgio Júnior Barbosa da Silva, 31. A princípio, a ocorrência era de suicídio, mas após a investigação, Polícia Civil entendeu que o crime foi de homicídio e que Meire é a principal suspeita.

 

De acordo com as informações, o crime ocorreu no dia 18 de setembro na casa do casal, no bairro Jardim Alvorada, em Campo Novo do Parecis (396 km ao Noroeste de Cuiabá). Quando a PM chegou para atender o caso, encontrou a vítima ainda com sinais vitais na cama, ao lado de um revólver calibre 38.

Corpo de Bombeiros foi acionado, fez o resgate de Sérgio, mas ele não resistiu. A equipe médica afirmou que a bala atingiu sua têmpora direita, causando sua morte. A arma usada foi apreendida pela Polícia Civil.

 

Vítima queria separação

Testemunhas foram ouvidas e contaram aos investigadores que dias antes do crime, Sérgio pediu ajuda dos amigos para arrumar a casa, que tinha decidido pela separação. Ele era uma pessoa alegre e que não apresentava nenhum tipo de transtorno.

 

No dia do crime, Meire contou que ela e o marido tiveram um desentendimento e que ele saiu em seguida, indo para o quarto. Em seguida, ouviu um disparo de tiro e ao entrar no quarto, já encontrou Sérgio ferido e sangrando. Ela acionou as forças de segurança, que apreenderam ainda 6 munições intactas.

 

Porém, sobre Meire, as testemunhas apontaram que ela era muito ciumenta e agressiva. Esse seria um dos motivos de Sérgio pedir a separação. No dia da morte de Sérgio, Meire teria quebrado o celular dele, quebrado todos os vidros do carro e em seguida, subiu até o quarto onde atirou em Sérgio enquanto ele dormia.

 

Perícia

Consta na investigação que ela alterou a cena para simular que Sérgio cometeu suicídio. Desde o primeiro momento, os investigadores desconfiaram do caso, de que a cena do crime havia sido alterada, já que a arma foi encontrada entre a costela e o braço da vítima.

 

Perícia foi realizada e o resultado foi de que a ocorrência não poderia se tratada como suicídio. Diante dos fatos, Polícia Civil pediu a prisão de Meire, que foi cumprido na tarde de terça-feira, enquanto ela trafegava em seu veículo pelas ruas do mesmo bairro onde o crime ocorreu.

Autor(a): Yuri Ramires Foto Reprodução

Fonte: Gazeta Digital