Traficante foi morto com ao menos 5 tiros, aponta perícia preliminar no local

Traficante foi morto com ao menos 5 tiros, aponta perícia preliminar no local

Ao menos 5 tiros atingiram a face e a cabeça de Edson Gonçalves de Jesus, 46, o ‘Disson’, um dos maiores nomes do tráfico de drogas da região do Pedregal, em Cuiabá. No local do crime, a Perícia conseguiu recolher 4 cápsulas de pistola 380. A morte pode ter ocorrido a mando do Comando Vermelho.

 

De acordo com as informações obtidas a  perícia realizada na sexta-feira (23), assim que a ocorrência foi registrada pela Segurança Pública, encontrou ao menos 4 cápsulas de calibre 380 deflagradas próximo de onde Disson

estava morto. Além disso, havia uma não deflagrada.

 

Já no corpo dele, havia ao menos 5 perfurações na região da face e na cabeça. Peritos analisaram também os disparos que atingiram os vidros do carro. Acredita-se que eles entraram e atingiram Edson enquanto dirigia uma Pajero. Ele foi abordado por atiradores que ocupavam um veículo Sandero branco.

 

Em perseguição pelas ruas do bairro Renascer, os bandidos atiraram várias vezes e feriram a vítima. Ele ainda andou por alguns metros com o carro até que bateu em uma caminhonete Duster que estava parada na porta de uma casa. Edson não resistiu e morreu no local. Os atiradores fugiram. O corpo dele foi sepultado no último sábado (24).

 

Ordens do Comando Vermelho

Apesar de o crime ainda estar sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), especula-se que o a morte do traficante foi encomendada pelo Comando Vermelho. Na verdade, pela alta patente do comando, Sandro Louco, preso na Penitenciária Central do Estado (PCE).

 

Um dia antes de ser morto, Edson se envolveu em uma confusão com o filho de um pastor do Pedregal. Ele bateu no carro do rapaz e, durante a discussão, chegou a quebrar uma garrafa de Whisky na cabeça dele.

 

O pastor entrou na confusão e ainda foi ameaçado pelo traficante. A agressão contra o líder religioso, querido no bairro, logo chegou aos ouvidos dos responsáveis pela ‘disciplina’ do CV.

 

Dois deles, conhecidos como ‘Torto’ e ‘Melancia’, acabaram ‘passando a fita’ para Sandro, que teria ordenado a morte. Toda a versão está sendo espalhada por áudios em aplicativos de conversa e não foi confirmada pela polícia. Disson não era membro do CV.

Autor(a): Yuri Ramires Chico Ferreira

Fonte: gazetadigital